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    As Crônicas do Fim do Mundo 2

    Osasco,  12 de Fevereiro de  2019

    Terminamos As Crônicas do Fim do Mundo 1 - A Noite Maldita com o sargento Cássio Porto lutando para criar um novo lugar para os humanos resistirem à chegada dos milhões de vampiros que tomaram a Grande São Paulo.

     

    O que Cássio e todo o seu grupo de ajudantes em São Vítor não sabe (mas já imaginam) é que esse fenômeno místico, que fez com que metade dos seres humanos adormecem e a outra metade que restou desperta se dividisse novamente, em poucos dias, em humanos e vampiros, separando famílias, vidas e provocando um apocalipse, teve alcance global.

     

    O mundo nunca mais voltará a ser o mesmo e estão todos perdidos em As Crônicas do Fim do Mundo 2 - À Deriva, com humanos e vampiros tentando entender a nova ordem das coisas.

     

    O mundo dos noturnos, liderados pela antológica vampira Raquel, entra em choque com o mundo dos humanos quando começam a disputar a posse dos indefesos adormecidos. 

    Para os vampiros os adormecidos significa comida fácil, pessoas em um estado comatoso, que não irão lutar e nem colocar usas existências em risco, por isso vampiros começam a formar verdadeiras colmeias, covis, levando para subsolos, túneis do Metrô e túneis rodoviários o maior número possível de adormecidos.

     

    Enquanto isso, nas horas de sol, os humanos batalham para que esses adormecidos sejam extraídos das grandes cidades, moribundas, para que sejam protegidos em núcleos de resistência que vão se fortificando e se tornarão, em pouco tempo, verdadeiras fortalezas para a sobrevivência da raça humana e para o acolhimento dessa gente que está hibernando.

     

    Em segundo plano assistimos a dor e a luta de cada um para tentar unir as pontas, filhos que perderam mães para as trevas, vampiros que procuram por irmãos e gente que não quer deixar seus entes queridos para trás.

     

    As Crônicas do Fim do Mundo 2 - À Deriva é vibrante e sombrio, título indispensável na biblioteca dos fãs do gênero de terror e dos meus queridos leitores que sabem o quanto sou apaixonado por esse universo.

     

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    André Vianco

     

     

    André Vianco

    Escritor, Roteirista, Pennydreadful e papai 24/7.

    Contos, Terror, Vampiros.

    O Condado Fantasma

    Osasco, 27 de Dezembro de  2018

    Depois dos vampiros, da onda de violência que escapou da caravela e do espírito adolescente preso dentro de um corpo centenário a cidade nunca mais foi a mesma e nunca mais poderia sonhar em voltar a ser como antes.

    Eles tinham passado por aqui. Tinham sido vencidos pelo Destacamento Especial do Tenente Brites, que tinha se devotado a deter o exército de Sétimo e o pobre homem de patentes, que odiava qualquer verme imortal, tinha terminado enlouquecido de amor por Calíope, a vampira de pele negra e olhos de esmeralda, e estava, no momento, desaparecido. Outros anônimos combateram vampiros e lobisomens também, e muitos perderam suas vidas ou tornaram-se  crias da noite.

    Tiago e Eliana eram parte dessa estirpe transmutada que, ao retirar do fundo do mar, da podridão e do esquecimento a velha caravela portuguesa, receberam o seu quinhão de fortuna e danação.

     

    Mas não é deles que vou falar. No meio de tudo isso ainda sobrou um desastre, vamos chamar assim: geográfico. As consequências para a cidade. A devastação material tinha sido uma coisa. Prédios destruídos pelo lobisomem e a queda do helicóptero.  Outros lembravam do shopping center estraçalhado por balas de prata e explosões. E, no fim das contas, apesar do assombro, os malditos tinha sido vencidos de alguma forma.

     

    Mas deixaram para trás algo peculiar. Algo pelo que brigaram. Um ser dantes lendário, como eles, dotado do poder de transcender a morte e ser quase um imortal. Só que esse era mais. Era tão poderoso que vinha sendo rastreado pela poderosa JML há décadas e quando velho francês achou que ia por a mão no seu pote de mel, bem... é outra história, mas o que importa é que Jó é poderoso mesmo. Um vampiro dotado de uma energia sem igual. Talvez, esse, de fato, imortal. Chamavam-no de o Deus Vampiro. O que veio para salvar o seus e para criar uma terra, um vinco, uma cicatriz na cidade de São Paulo para servir de chão protegido para os seus irmãos da escuridão. Um lugar coberto por uma neblina densa que bloqueava o sol e lá dentro nunca era dia ou noite. Os vampiros estavam protegidos. Um lugar que logo se mostrou encantado, livre das regras do que chamamos de realidade. Um lugar fantástico e só era testemunhado pelos que tinham coragem de atravessar a neblina e vagar pelas ruas que antes eram dos bairros do centro de São Paulo, uma tripa que vinha do Museu do Ipiranga até as margens do Rio Tamanduateí, desaguando na Avenida do Estado. 

     

    Alguns contavam a "ocupação" em quarteirões, em metros quadrados, em invasão, mas o fato é que a neblina fantasmagórica emanada desde o túmulo dos imperadores no museu do Ipiranga tinha tomado da Rua Cisplatina até a rua do Fico, onde atravessava um muro como se dele não se desse conta e dividisse ao meio um elegante condomínio de moradores apavorados com a mudança súbita de habitações naturais para moradias encravadas num território fantasma. Sim. Havia fantasmas e muito medo. Medo porque a neblina desconhecia seus limites e, a cada dia, ela avançava um tiquinho, só um pouquinho mesmo. Os engenheiros, arquitetos, operadores de satélite tomavam café e coçavam a cabeça para entender que ela expandia o seu raio um centímetro por dia. Parece pouco. Um centímetro. quem vai chorar por isso. Mas todo dia. Ao final de um ano são três metros e meio, na moral.

     

    A questão de ocupação dava margem para discussão. Jó, o Deus Vampiro, tinha dito que aquela era uma terra, um refúgio para os vampiros não serem mais caçados. Lá dentro poderia entrar quem quisesse, desde que não quisesse fazer mal algum aos vampiros. E estes seres pálidos e de olhos negros como breu ou vermelhos como brasas, eram eventualmente avistados, fazendo morada onde pessoas menos preparadas para o convívio com seres bebedores de sangue tinham desertado, deixando tudo para trás, casa, móveis, apartamentos, bicicletas, carros e levando apenas seus bichos de estimação e, alguns, o que tinham no corpo.

     

    Se algum aventureiro cruzava a neblina com a vontade de caçar vampiros era com se sua alma se inflamasse aos olhos dessas criaturas e brilhasse em dourado sem o que o caçador se desse conta e logo um deles fazia o serviço de desarmá-lo dos objetos bélicos e aliviá-los do sangue e do peso da vida. 

     

    O Condado Fantasma era livre para quem não queria fazer mal as criaturas da noite. E existiam os fantasmas. Ninguém sabe porque isso tinha acontecido. Ninguém sabe explicar também como um vampiro libertado de uma pirâmide Maya encravada na Floresta Amazônica Brasileira tinha ficado escondido por lá por séculos e tinha despertado como um deus, mas o fato é que a sua presença perturbava o tecido que mantinha as coisas separadas. O Condado Fantasma era uma terra no meio agora. Um terra sem o tecido que separava os vivos dos mortos e era muito fácil você se deparar com alguém que tinha conhecido no passado, mas que já estava bem enterrado há mais de dez anos, e a pessoa estava lá  como se nada tivesse acontecido e, na verdade, não sabia o que tinha acontecido. Apenas estava lá, vivendo a sua morte.

     

    Poucos têm coragem de singrar pelas ruas do Condado Fantasma, mas como é natural em todo tipo de terra de conflito, existem sempre aqueles que são atraídos pela morbidez ou são "chamados" para a calamidade. Eles não têm problemas com vampiros e muitos tem uma curiosidade voraz ou um oportunismo maior ainda e, depois de fazerem suas próprias incursões dentro da neblina e voltarem a salvo tantas vezes, começaram a ser chamados de chacais, de guias e, finalmente, de "andarilhos".

     

    Para que servem os "andarilhos"? Sei lá, muita gente contrata essas pessoas (são poucas, é verdade - existem os fantasmas, não esqueçam!) se por acaso, imagine você na pele de quem tem que correr de uma hora para outra enquanto uma neblina aparecida do nada, que você pode ter imaginado que era um vazamento tóxico, um gás letal, nunca tinha passado para você que coisa de assombração, te fez evacuar seu prédio, sua casa no meio da madrugada, trazendo consigo o que tinha na mão, com pantufas nos pés e se viu, como milhares e milhares de pessoas desalojadas de uma hora para outra, passando a esperar ações de uma prefeitura aparvalhada e uma Defesa Civil incapaz de lidar com uma calamidade imprevisível como aquela (quarteirões tomados por uma Entidade Metafísica - duvido que haja um plano traçado para isso e para coisas mais simples ainda) e um Estado que ficou calado e com medo, com  rabo entre as pernas sem saber o que fazer nas primeiras semanas a não ser tomar e invadir um terreno de uma construtora e providenciar um ajuntamento de containers para servirem de pouso para os desabrigados, criando o primeiro campo de refugiados do Brasil, um tipo de assentamento para gente assombrada, sem data para dar conta, sem chance de lutar contra algo que não era do mundo natural, sem querer admitir que um deus de corpo frio, entrelaçado a carne e ao metafísico, habitasse o palácio do Ipiranga e que ele tinha total controle sobre aquele lugar chamado de Condado Fantasma e que tinha esparramado uma neblina que invés de se dissipar, avançava um centímetro por dia... bem, você poderia querer conhecer um andarilho para te levar até a sua casa no caso de você ser um afortunado e ter um cofre lá dentro com suas economias, uns 200 mil contos guardados em notas e jóias de família, pelo menos para dar entrada numa casa nova em algum bairro da periferia. Você poderia simplesmente querer voltar até o seu quarto e sala para abrir o bibelô de cerâmica em forma de cachorrinho para tirar lá de dentro a foto da única mulher que te amou na sua vida junto com uma carta escrita a mão em uma folha de caderno universitário, pautado, amarelada pelo tempo sabendo que esse era o seu tesouro de 200 contos e jóias sem direito a casa na periferia. Bem, o lance é que as pessoas tinham as razões das mais diversas e improváveis para querer voltar para suas casas, mas elas tinham, sobretudo, medo da neblina e dos assombros do Condado Fantasma.

     

    André Vianco

    Escritor, Roteirista, Pennydreadful e papai 24/7.

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      06 junho 2018

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      A Maldição da Residência Hill

      23 de Novembro de  2018

      Fazia muito, mas muito tempo que eu não assistia algo tão incrível dentro do gênero do Terror em séries. A Maldição da Residência Hill é um mecanismo de teletransporte para outro mundo, onde os fantasmas estão em todo lugar, o tempo todo e, principalmente, dentre de cada um de nós ou dos condenados da família Hill.

      São tantas camadas de boa narrativa que você sai tonto deste baile, dessa ode ao Terror.

       

      Por falar nisso, desde a série da AMC "The Terror" eu não assistia algo tão envolvente no gênero.

       

      Cada um dos dez episódios de "A Maldição da Residência Hill" é um passeio, um mergulho no medo e no belo. Não só a estética da produção é envolvente, acho que a estética da construção dramática é o grande prêmio de quem acompanha essa balada gótica, minuto a minuto, remando numa canoa, adentrando cada vez mais e mais num lago escuro e imenso e cheio de melancolia.

       

      O medo é o abandono da lógica, o abandono voluntário dos padrões racionais, mas, ao que parece, o amor também.
      O amor é o abandono da lógica, o abandono voluntário dos padrões racionais. Nós cedemos a ele, ou o combatemos, mas não existe o meio-termo.
      Sem ele, não somos capazes de existir com sanidade sob condições de absoluta realidade​

      Você quer brincar de chazinho?

      A história "parece" ser contada do ponto de vista do filho primogênito Steve do casal Hill. Ele é o mais velho de 5, começa a história como um escritor famoso e reconhecido justamente pelo livro onde expõe sua família e suas desgraças, cético quanto a fantasmas e espíritos, dando ao leitor a certeza de que tudo o que se passou com a família Hill foram fenômenos gerados por uma infeliz herança genética que tinha dado a cada um dos familiares Hill o seu quinhão de loucura, neuroses e psicopatias, ou seja, Steve Hill quer trazer luz para as trevas que devoraram seu passado e de seus irmãos, pai e sua doce mãe e expulsar qualquer possibilidade de contato com místico ou o paranormal.

      Steve acredita tanto que o mal está entranhando em seu gene que assim que se torna um adulto opta pela vasectomia para não correr o risco de espalhar sua semente maldita por ai.

      Bem... mas Steve é só um dos sete flagelados da família Hill e caiu direitinho no poço sem fim da maldição residente naquele imenso casarão.

      É óbvio que Steve está errado e não há quase nada de racional para trás e as forças das quais seu pai lutou para salvá-los estão de volta, batendo à porta de cada um dos irmãos da família.

       

      É uma história de terror, sim! Mas é bela, é um passeio pela dureza humana e pela dificuldade de nos mantermos sãos enquanto fazemos esse nosso também melancólico passeio pela vida.

       

      Entre nessa canoa sem medo e reme sem olhar para para trás.

      André Vianco

      Escritor, Roteirista, Pennydreadful e papai 24/7.

      Eventos, Os livros do Vianco, Encontro com Leitores

      Santos Criativa Geek Festival

      05 de Novembro de 2018

      Encontrar com meus leitores é sempre uma delícia. E muitas vezes, como o da foto ai de cima, são reencontros. Essa família santista me acompanha desde o meu primeiro livro e ainda assim foi uma surpresa me deparar com essa galera na última edição do Geek Festival de Santos. Eu estou com uma fotografia na mão onde esse "rapazinho" ai do meio (o Miguel, batizado assim em homenagem ao nome de um dos meus personagens mais queridos!) era só um bebezinho! Agora, 14 anos depois, o neném virou um cara muito maneiro, graças as esses pais leitores, maravilhosos, e veio me encontrar para bater papo. Foi uma tarde deliciosa em Santos, com direito a passeio pela serra e uma plateia entusiasmada e fazendo perguntas.

       

      Quando a gente escreve com alma, para leitores que amam essa pitada de sombrio e drama, os encontros são sempre vibrantes e ver vocês leitores, trazendo uma pilha de livros para eu assinar, acreditando em cada linha do que eu escrevo, me enternece demais, faz valer a pena toda essa jornada.

       

      Muito obrigado a todos que estiveram lá.

      André Vianco

      Escritor, Roteirista, Pennydreadful e papai 24/7.

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      ALTERIDADE


      Seu personagem vive um novo código e você precisa fazer isso ser dramatizado na história.

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